Por anos eu trabalhei muitas horas por dia. Saía de casa cedo, voltava tarde, levava trabalho pro fim de semana. E mesmo com tudo isso, no fim do dia eu me sentia improdutivo. Não era falta de esforço — era a sensação ruim de ter corrido o dia inteiro pra lugar nenhum.
Pior do que a sensação era a pergunta. Quando meu chefe perguntava “e aí, como foi o dia?”, eu travava. Tinha feito muita coisa, mas não sabia resumir o que importava. Passava o dia apagando incêndio, resolvendo problema atrás de problema, e no fim parecia que nada tinha mudado.
“O problema não era a falta de trabalho. Era a falta de clareza sobre o que de fato movia a agulha.”





